A juíza da 6ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, Geórgia Vasconcellos da Cruz, decretou a indisponibilidade dos bens dos ex-governadores Anthony (PMDB) e Rosinha Matheus (PMDB) e de mais 26 réus da ação por improbidade administrativa.
Na ação, o Ministério Público acusa os ex-governadores, o ex-secretário de Saúde do Estado Gilson Cantarino e outros 25 réus de envolvimento num esquema de desvio de recursos públicos por intermédio do Fundo Estadual de Saúde, da Fundação Escola de Serviço Público e da ONG Núcleo de ação Social.
Em julho, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu quatro auxiliares de confiança de Rosinha acusados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro de desviar pelo menos R$ 62 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 a 2006. Foram presos na ocasião os ex-secretários Gilson Cantarino (Saúde) e Marco Antônio Lúcidi (Trabalho) e os ex-subsecretários de Saúde Itamar Guerreiro e Alcione Athayde.
Segundo a Promotoria, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro criou em 2005 o projeto Saúde em Movimento, orçado em R$ 335 milhões, para ações em comunidades carentes e prevendo a contratação de pessoal terceirizado.
Para gerir o projeto, foi contratada sem licitação a ONG (Organização Não-Governamental) Procefet, que contratou outras duas ONGs, Alternativa Social e Projetos Filipenses. Essas entidades subcontrataram outras 138 organizações não-governamentais. Entre elas, segundo afirma a Promotoria, havia igrejas evangélicas, e entidades fantasmas.
Fonte: Diário do Nordeste
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